Singra o meu barco, com as velas negras, Com as velas negras, no selvagem mar. Uma chaga de dores tem meu peito, Tu te entretens a vê-la bem sangrar. Teu coração é como o vento pérfido, Sempre para cá para lá, pronto a girar. Singra o meu barco, com as velas negras, Com as velas negras, no selvagem mar.
Quatro Canções
Song Cycle by Berta Alves de Sousa (1906 - 1997)
1. Singra o meu barco
Language: Portuguese (Português)
Text Authorship:
- by Anonymous / Unidentified Author ( Carducce e Castro? ) , copyright status unknown
Based on:
- a text in German (Deutsch) by Heinrich Heine (1797 - 1856), no title, appears in Neue Gedichte, in Verschiedene, in Seraphine, no. 11
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Researcher for this page: Joost van der Linden [Guest Editor]2. Canção Marinha
Language: Portuguese (Português)
Anoitece. A luz desmaia, O mar acorda e estremece, E o seu longo choro cresce, Alvo de morte na praia, Mais alto o vento vozeia. A espuma, sinistra flor, As torvas ondas prateia E a noite é maré cheia De terror. Um outro mar Em torrentes cai dos céus E as brancas velas trementes Quais espectros penitentes Vão em procura de Deus.
Text Authorship:
- by Joaquim Pereira Teixeira de Vasconcelos (1877 - 1952)
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Researcher for this page: Joost van der Linden [Guest Editor]3. Há no Meu Peito uma Porta...  [sung text not yet checked]
Language: Portuguese (Português)
Há no meu peito uma porta A bater continuamente; Dentro a esperança jaz morta E o coração jaz doente . Em toda parte onde eu ando, Ouço este ruído infindo: São as tristezq,s. entrando E as alegrias saindo
Text Authorship:
- by José de Abreu Albano (1882 - 1923)
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Researcher for this page: Joost van der Linden [Guest Editor]4. De Amor Escrevo  [sung text not yet checked]
Language: Portuguese (Português)
De amor escrevo, de amor trato e vivo; De amor me nasce amar sem ser amado; De tudo se descuida o meu cuidado, Quanto não seja ser de amor captivo: De amor que a lugar alto voe altivo, E funde a gloria sua em ser ousado; Que se veja melhor purificado No immenso resplandor de hum raio esquivo. Mas ai que tanto amor só pena alcança! Mais constante ella, e elle mais constante, De seu triumpho cada qual só trata. Nada, em fim, me aproveita; que a esperança, Se anima alguma vez a hum triste amante, Ao perto vivifica, ao longe mata.
Text Authorship:
- by Luís de Camões (c1524 - 1580), no title
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Confirmed with Luís Vaz de Camões, Obras completas de Luis de Camões, 1843; Poema agrupado posteriormente e publicado
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