by Affonso Celso de Assis Figueiredo, Conde (1860 - 1938)
Sempre!
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Language: Portuguese (Português)
Sei que pensar em ti não devo, Nem o teu nome murmurar, Que faço mal, quando isto escrevo, Que é criminoso meu enlevo, Que nada mais posso esperar; Sei que de todo indifferente Teu coração tornou-se a mim; Sei que é forçoso que me ausente, Que nem siquér te cumprimente Si te encontrar... Não é assim?! Sei... E me faz tão dura sorte Penas cruéis. Mas também sei Que tudo vence, que é tão forte (Di-lo o Evangelho) quanto a morte Isto que sento e sentirei. Durou apenas um instante Nossa loucura, mas foi tal Que, como um ácido cortante, N'alma gravou-me, penetrante, Um profundíssimo signal. Oh! A certeza me consterna De que jamais serei feliz! Só a saudade me governa... Guardo de ti lembrança eterna Nessa indelével cicatriz.
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Researcher for this page: Fredric Kroll
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- by Affonso Celso de Assis Figueiredo, Conde (1860 - 1938), "Sempre" [author's text checked 1 time against a primary source]
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This text was added to the website: 2005-09-13
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