by Camilo Castelo Branco (1825 - 1890)
Anel
Language: Portuguese (Português)
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Dá-me um anel; mas que seja Como o anel em que cingida Tem gemido toda a minha vida. Dá-me um anel; mas de ferro, Negro, bem negro, da cor Desta minha acerba dor, Deste meu negro desterro! Dá-me um anel; mas de ferro... Sempre comigo hei-de tê-lo; Há-de ser o negro elo, Que me prenda à sepultura. Quero-o negro...seja o estigma, que decifre o escuro enigma, Duma grande desventura. Dá-me um anel; mas de ferro, Que resista mais que os ossos Dum cadáver aos destroços Do roaz verme do pó. Entre as cinzas alvacentas, como espólio das tormentas Apareça o ferro só. E o teu nome impresso nele, Falará dum grande amor, Nutrido em ânsias de dor, Pelo fel da sociedade... Que teu nome nele escrito, Nesse padrão infinito, Vá comigo à Eternidade.
Text Authorship:
- by Camilo Castelo Branco (1825 - 1890), "Anel" [author's text not yet checked against a primary source]
Musical settings (art songs, Lieder, mélodies, (etc.), choral pieces, and other vocal works set to this text), listed by composer (not necessarily exhaustive):
- by Sara Claro (b. 1986), "Anel", 2008, first performed 2008 [ mixed chorus and strings ], from Olhos de Amar, no. 11, Scherzo
Score: Scherzo [external link]  [sung text not yet checked]
Researcher for this page: Joost van der Linden [Guest Editor]
This text was added to the website: 2026-09-13
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