by Manuel Maria de Barbosa l'Hedois du Bocage (1765 - 1805)
O Poeta Asseteado Por Amor
Language: Portuguese (Português)
Ó Céus! Que sinto nalma! Que tormento! Que repentino frenesi me anseia! Que veneno a ferver de veia em veia Me gasta a vida, me desfaz o alento! Tal era, doce amada, o meu lamento; Eis que esse deus, que em prantos se recreia, Me diz: — "A que se expõe quem não receia Contemplar Ursulina um só momento! "Insano! Eu bem te vi dentre a luz pura De seus olhos travessos, e co' um tiro Puni tua sacrílega loucura: De morte, por piedade hoje te firo; Vai pois, vai merecer na sepultura A tua linda ingrata algum suspiro.
Text Authorship:
- by Manuel Maria de Barbosa l'Hedois du Bocage (1765 - 1805) [author's text not yet checked against a primary source]
Musical settings (art songs, Lieder, mélodies, (etc.), choral pieces, and other vocal works set to this text), listed by composer (not necessarily exhaustive):
- by Sara Claro (b. 1986), "O Poeta Asseteado Por Amor" [ mixed chorus and strings ], from Olhos de Amar, no. 10, Scherzo
Publisher: Scherzo [external link]  [sung text not yet checked]
Researcher for this page: Joost van der Linden [Guest Editor]
This text was added to the website: 2026-09-13
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