by Fernando Pessoa (1888 - 1935), as Alberto Caeiro
Quando vier a Primavera
Language: Spanish (Español)
Quando vier a primavera, Se eu já estiver morto, As flores florirão da mesma maneira E as árvores não serão menos verdes que na primavera passada. A realidade não precisa de mim. Sinto uma alegria enorme Ao pensar que a minha morte não tem importância nenhuma. Se soubesse que amanhã morria E a primavera era depois de amanhã, Morreria contente, porque ela era depois de amanhã. Se esse é o seu tempo, quando havia ela de vir senão no seu tempo? Gosto que tudo seja real e que tudo esteja certo; E gosto porque assim seria, mesmo que eu não gostasse. Por isso, se morrer agora, morro contente, Porque tudo é real e tudo está certo. Podem rezar latim sobre o meu caixão, se quiserem. Se quiserem, podem dançar e cantar à roda dele. Não tenho preferências para quando já não puder ter preferências. O que for, quando for, é que será o que é.
Confirmed with Alberto Caeiro, Poesia (Poemas Inconjuntos), ed. Fernando Cabral Martins, Richard Zenith, Lisboa : Assírio & Alvim, 2001, p.109
Text Authorship:
- by Fernando Pessoa (1888 - 1935), as Alberto Caeiro, "Quando vier a Primavera", appears in Poemas Inconjuntos [author's text checked 1 time against a primary source]
Musical settings (art songs, Lieder, mélodies, (etc.), choral pieces, and other vocal works set to this text), listed by composer (not necessarily exhaustive):
- [ None yet in the database ]
Settings in other languages, adaptations, or excerpts:
- Also set in Dutch (Nederlands), a translation by August (Guus) Willemsen (1936 - 2007) , "Wanneer de lente komt", appears in De Hoeder van kudden ; composed by Annette Kruisbrink.
Researcher for this page: Joost van der Linden [Guest Editor]
This text was added to the website: 2026-02-01
Line count: 19
Word count: 155