by Florbela Espanca (1894 - 1930)
Amor que morre
Language: Portuguese (Português)
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O nosso amor morreu... Quem o diria! Quem o pensára mesmo ao ver-me tonta, Ceguinha de te ver, sem ver a conta Do tempo que passava, que fugia! Bem estava a sentir que êle morria... E outro clarão, ao longe, já desponta ! Um engano que morre... e logo aponta A luz doutra miragem fugidia... Eu bem sei, meu Amor, que p'ra viver São precisos amores, p'ra morrer E são precisos sonhos p'ra partir. Eu bem sei, meu Amor, que era preciso Fazer do amor que parte o claro riso Doutro amor impossivel que há de vir!
Confirmed with Florbela Espanca, Reliqueæ, Edição de referência: 2 ed, Coimbra : Livraria A. Gonçalves, 1931, p.86
Text Authorship:
- by Florbela Espanca (1894 - 1930), "Amor que morre", appears in Reliqueæ [author's text checked 1 time against a primary source]
Musical settings (art songs, Lieder, mélodies, (etc.), choral pieces, and other vocal works set to this text), listed by composer (not necessarily exhaustive):
- by Sara Claro (b. 1986), "Amor que morre", 2008, first performed 2008 [ mixed chorus and strings ], from Olhos de Amar, no. 12 [sung text not yet checked]
Researcher for this page: Joost van der Linden [Guest Editor]
This text was added to the website: 2026-09-12
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