by Fernando Pessoa (1888 - 1935), as Álvaro de Campos
Todas as cartas de amor são
Language: Portuguese (Português)
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Todas as cartas de amor são Ridículas. Não seriam cartas de amor se não fossem Ridículas. Também escrevi em meu tempo cartas de amor, Como as outras, Ridículas. As cartas de amor, se há amor, Têm de ser Ridículas. Mas, afinal, Só as criaturas que nunca escreveram Cartas de amor É que são Ridículas. Quem me dera no tempo em que escrevia Sem dar por isso Cartas de amor Ridículas. A verdade é que hoje As minhas memórias Dessas cartas de amor É que são Ridículas. (Todas as palavras esdrúxulas, Como os sentimentos esdrúxulos, São naturalmente Ridículas.)
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Text Authorship:
- by Fernando Pessoa (1888 - 1935), as Álvaro de Campos, "Todas as cartas de amor são ridículas" [author's text not yet checked against a primary source]
Musical settings (art songs, Lieder, mélodies, (etc.), choral pieces, and other vocal works set to this text), listed by composer (not necessarily exhaustive):
- by Anne Victorino d'Almeida (b. 1978), "Cartas de Amor são Ridículas", op. 10 (Três Canções com Pessoa) no. 1 [ soprano, trumpet and piano ] [sung text not yet checked]
Researcher for this page: Joost van der Linden [Guest Editor]
This text was added to the website: 2026-09-13
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