by Manuel Bandeira (1886 - 1968)
Madrugada
Language: Portuguese (Português)
As estrelas tremem no ar frio, no céu frio... E no ar frio pinga, levíssima, a orvalhada. Nem mais um ruído corta o silêncio da estrada, Senão na ribanceira um vago murmúrio. Tudo dorme. Eu, no entanto olho o espaço sombrio, Pensando em ti, ó doce imagem adorada!... As estrelas tremem no céu frio, no ar frio, E no ar frio pingam as gotas da orvalhada... E enquanto penso em ti, no meu sonho erradio, Sentindo a dor atroz dessa ânsia incontentada, - Fora, aos beijos glaciais e criéis da geada, Tremem as flores, treme e foge, ondeando, o rio, E as estrelas tremem no ar frio, no céu frio...
Text Authorship:
- by Manuel Bandeira (1886 - 1968), "Madrugada", appears in A cinza das horas, first published 1917 [author's text not yet checked against a primary source]
Musical settings (art songs, Lieder, mélodies, (etc.), choral pieces, and other vocal works set to this text), listed by composer (not necessarily exhaustive):
- by Helza de Cordoville Camêu (1903 - 1995), "Madrugada", op. 25 no. 3 (1943), from Suite lírica, no. 3, voice and piano [sung text checked 1 time]
Researcher for this text: Emily Ezust [Administrator]
This text was added to the website: 2010-06-12
Line count: 13
Word count: 109