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Suite lírica

Song Cycle by Helza de Cordoville Camêu (1903 - 1995)

1. Desencanto
 (Sung text)

Language: Portuguese (Português) 
Eu faço versos como quem chora
De desalento... de desencanto...
Fecha o meu livro, se por agora
Não tens motivo nenhum de pranto.

Meu verso é sangue. Volúpia ardente...
Tristeza esparsa... remorso vão...
Dói-me nas veias. Amargo e quente,
Cai, gota a gota, do coração.

E nestes versos de angústia rouca
Assim dos lábios a vida corre,
Deixando um acre sabor na boca.
- Eu faço versos como quem morre.

Text Authorship:

  • by Manuel Bandeira (1886 - 1968), "Desencanto", appears in A cinza das horas, first published 1917

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2. Crepúsculo de outono
 (Sung text)

Language: Portuguese (Português) 
O crepúsculo cai, manso como uma bênção.
Dir-se-á que o rio chora a prisão de seu leito...
As grandes mãos da sombra evangélicas pensam
As feridas que a vida abriu em cada peito.

O outono amarelece e despoja os lariços.
Um corvo passa e grasna, e deixa esparso no ar
O terror augural de encantos e feitiços.
As flores morrem. Toda a relva entra a murchar.

Os pinheiros porém viçam, e serão breve
Todo o verde que a vista espairecendo vejas,
Mais negros sobre a alvura inânime da neve,
Altos e espirituais como flechas de igrejas.

Um sino plange. A sua voz ritma o murmúrio
Do rio, e isso parece a voz da solidão.
E essa voz enche o vale... o horizonte purpúreo...
Consoladora como um divino perdão.

O sol fundiu a neve. A folhagem vermelha
Reponta. Apenas há, nos barrancos retortos,
Flocos, que a luz do poente extática semelha
A um rebanho infeliz de cordeirinhos mortos.

A sombra casa os sons numa grave harmonia.
E tamanha esperança e uma tão grande paz
Avultam do clarão que cinge a serrania,
Como se houvesse aurora e o mar cantando atrás.

Text Authorship:

  • by Manuel Bandeira (1886 - 1968), "Crepúsculo de outono", appears in A cinza das horas, first published 1917

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3. Madrugada
 (Sung text)

Language: Portuguese (Português) 
As estrelas tremem no ar frio, no céu frio...
E no ar frio pinga, levíssima, a orvalhada.
Nem mais um ruído corta o silêncio da estrada,
Senão na ribanceira um vago murmúrio.

Tudo dorme. Eu, no entanto olho o espaço sombrio,
Pensando em ti, ó doce imagem adorada!...
As estrelas tremem no céu frio, no ar frio,
E no ar frio pingam as gotas da orvalhada...

E enquanto penso em ti, no meu sonho erradio,
Sentindo a dor atroz dessa ânsia incontentada,
- Fora, aos beijos glaciais e criéis da geada,
Tremem as flores, treme e foge, ondeando, o rio,

E as estrelas tremem no ar frio, no céu frio...

Text Authorship:

  • by Manuel Bandeira (1886 - 1968), "Madrugada", appears in A cinza das horas, first published 1917

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4. Madrigal
 (Sung text)

Language: Portuguese (Português) 
A luz do sol bate na lua...
Bate na lua, cai no mar...
Do mar ascende à face tua,
Vem reluzir em teu olhar.

E olhas nos olhos solitários,
Nos olhos que são teus...É assim
Que eu sinto em êxtases lunários
A luz do sol cantar em mim...

Text Authorship:

  • by Manuel Bandeira (1886 - 1968), "Madrigal", appears in Carnaval, first published 1919

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5. A estrela
 (Sung text)

Language: Portuguese (Português) 
Vi uma estrela tão alta.
Vi uma estrela tão fria!
Vi uma estrela luzindo
Na minha vida vazia.

Era uma estrela tão alta.
Era uma estrela tão fria!
Era uma estrela sozinha
Luzindo no fim do dia.

Por que da sua distância
Para a minha companhia
Não baixava aquela estrela?
Por que tão alta luzia?

E ouvi-a na sombra funda
Responder que assim fazia
Para dar uma esperança
Mais triste ao fim do meu dia.

Text Authorship:

  • by Manuel Bandeira (1886 - 1968), "A estrela", appears in A lira dos cinqüent'anos, first published 1940

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Available translations, adaptations or excerpts, and transliterations (if applicable):

  • ENG English (Mirna Rubim) , "The Star", copyright ©, (re)printed on this website with kind permission

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6. Dentro da noite
 (Sung text)

Language: Portuguese (Português) 
Dentro da noite a vida canta
E esgarça névoas ao luar...
Fosco minguante o vale encanta.
Morreu pecando alguma santa...
A água não pára de chorar.

Há um amavio esparso no ar...
Donde virá ternura tanta?...
Paira um sossego singular
Dentro da noite...

Sinto no meu violão vibrar
A alma penada de uma infanta
Que definhou do mal de amar...
Ouve... Dir-se-ia uma garganta
Súplice, triste, a soluçar
Dentro da noite...

Text Authorship:

  • by Manuel Bandeira (1886 - 1968), "Dentro da noite"

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Available translations, adaptations or excerpts, and transliterations (if applicable):

  • ENG English (Sarah Daughtrey) (Lucy Zollner) , "Into the night", copyright © 2017, (re)printed on this website with kind permission

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7. Confidência
 (Sung text)

Language: Portuguese (Português) 
Tudo o que existe em mim de grave e carinhoso
Te digo aqui como se fosse ao teu ouvido.
Só tu mesma ouvirás o que aos outros não ouso
Contar do meu tormento obscuro e impressentido.

Em tuas mãos de morte, ó minha noite escura!
Aperta as minhas mãos geladas. E em repouso.
Eu te direi no ouvido a minha desventura
E tudo o que em mim há de grave e carinhoso.

Text Authorship:

  • by Manuel Bandeira (1886 - 1968), "Confidência", appears in Carnaval, first published 1919

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8. Ao crepúsculo
 (Sung text)

Language: Portuguese (Português) 
O crepúsculo cai, tão manso e benfazejo
Que me adoça o pesar de estar em terra estranha.
E enquanto o ângelus abençoa o lugarejo,
Eu penso em ti, apaziguado e sem desejo,
Fitando no horizonte a linha da montanha.

A montanha é tranqüila e forte, e grande e boa.
Ela afaga o meu sonho. E alegra-me pensar
(Tanto a saudade a um tempo acalenta e magoa!)
Que tu, na doce paz da tarde que se escoa,
Teces o mesmo sonho, ouvindo e vendo o mar.

Embalada na voz do grande solitário,
Tu mortificarás teu casto coração
Na dor de revocar o noivado precário.
(Ah, por que te confiei o meu desejo vário?
Por que me desvendaste a tua sedução?)

Se nos aparta o espaço, o tempo -- esse nos liga.
A lembrança é no amor a cadeia mais pura.
Tu tens o grande Amigo e eu tenho a grande Amiga:
O mar segredará tudo quanto eu te diga,
E a montanha dir-me-á a tua imensa ternura.

Text Authorship:

  • by Manuel Bandeira (1886 - 1968), "Ao crepúsculo", appears in A cinza das horas, first published 1917

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Total word count: 798
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