by Manuel Bandeira (1886 - 1968)
Desencanto
Language: Portuguese (Português)
Eu faço versos como quem chora De desalento... de desencanto... Fecha o meu livro, se por agora Não tens motivo nenhum de pranto. Meu verso é sangue. Volúpia ardente... Tristeza esparsa... remorso vão... Dói-me nas veias. Amargo e quente, Cai, gota a gota, do coração. E nestes versos de angústia rouca Assim dos lábios a vida corre, Deixando um acre sabor na boca. - Eu faço versos como quem morre.
Text Authorship:
- by Manuel Bandeira (1886 - 1968), "Desencanto", appears in A cinza das horas, first published 1917 [author's text checked 1 time against a primary source]
Musical settings (art songs, Lieder, mélodies, (etc.), choral pieces, and other vocal works set to this text), listed by composer (not necessarily exhaustive):
- by Helza de Cordoville Camêu (1903 - 1995), "Desencanto", op. 25 no. 1 (1943), from Suite lírica, no. 1, voice and piano [sung text checked 1 time]
- by Fructuoso de Lima Vianna (1896 - 1976), "Desencanto", 1948, first performed 1948 [ voice and piano ] [sung text not yet checked]
Researcher for this text: Emily Ezust [Administrator]
This text was added to the website: 2010-06-12
Line count: 12
Word count: 69