by Luiz Vaz de Camõens (1524? - 1580)

Náiades
Language: Portuguese (Português) 
Available translation(s): ENG
Náiades, vós que os rios habitais
que os saudosos campos vão regando,
de meus olhos vereis estar manando
outros, que quase aos vossos são iguais.

Dríades, vós, que as setas atirais,
os fugitivos cervos que derrubando,
outros olhos vereis que, triunfando,
derrubam corações, que valem mais.

Deixai [a aljava]1 logo, e as águas frias,
e vinde, Ninfas minhas, se quereis
saber como de uns olhos nascem mágoas;

vereis como se passam em vão os dias;
mas não vireis em vão, que cá achareis
nos seus as setas e nos meus as águas.

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Confirmed with Luís de Camões, Sonetos, Clássicos da literatura, 2017. Note: the spelling has been modernized.

1 Santoro: "as aljavas"

Authorship

Musical settings (art songs, Lieder, mélodies, (etc.), choral pieces, and other vocal works set to this text), listed by composer (not necessarily exhaustive)

Available translations, adaptations or excerpts, and transliterations (if applicable):

  • ENG English (Andrew Schneider) , "Naiads", copyright © 2018, (re)printed on this website with kind permission


Research team for this text: Emily Ezust [Administrator] , Andrew Schneider [Guest Editor]

This text was added to the website: 2010-07-28
Line count: 14
Word count: 92